

Luiz e Dagmar, pais da Maria, carregavam um sonho antigo: ter um sítio na região onde nasceram, um lugar para voltar às origens e reunir a família. Em 1999, esse sonho começou a ganhar forma.
A primeira construção foi a Casinha do Solar, feita para ser a casa da família. Depois vieram a piscina e os seis Chalés das Vovós, que receberam esse nome como uma homenagem às mulheres da família.
Naquela época, Maria, filha única do casal, morava no exterior. Com o sítio pronto e a saudade apertando, Luiz e Dagmar encontraram uma forma de tê-la sempre por perto: deram ao lugar o nome da filha. Nascia o Solar Maria Carolina.
No inverno de 2010, Maria voltou. Willem veio junto. Os dois vieram morar no sítio e acabaram encontrando ali o lugar onde queriam construir não apenas um projeto de trabalho, mas também a própria vida.
O sossego do campo, a proximidade com a natureza e o jeito simples de viver foram conquistando os dois. E a experiência que já traziam da gastronomia e da hotelaria começou, aos poucos, a encontrar espaço por ali.
A comida feita com cuidado, o prazer de receber e o gostinho da vida na roça despertaram uma vontade: compartilhar tudo aquilo com outras pessoas.
O que até então era o sítio da família começava a ganhar um novo propósito.


Em 2016, Maria e Willem criaram coragem e abriram as portas do Solar Maria Carolina como pousada. O lugar que havia nascido para reunir uma família passou a receber muitas outras histórias.
E fizeram isso do jeito que acreditavam que uma hospedagem deveria ser: próxima, cuidadosa e sem perder o jeito de casa.
Hoje, dez pessoas dividem os cuidados entre cozinha, campo e casa. São dez chalés, mas por aqui eles têm nomes, não apenas números. E quem chega também é recebido pelo nome, com broinha e cafezinho, como quem acabou de chegar à casa de alguém.
Muita coisa mudou desde que Luiz e Dagmar construíram a primeira casinha. Mas aquilo que deu origem ao Solar continua presente: reunir pessoas, cuidar dos detalhes e fazer quem chega sentir que encontrou um lugar onde gostaria de ficar.
Quando se aduba com amor e suor, a natureza recompensa.